Malú Mestrinho

Apresentação

Olá!
Este é meu blog pessoal.

Aqui pretendo comentar sobre coisas que vi, ouvi e vivi.
Gosto de escrever e às vezes sinto um impulso de compartilhar... Como não sei exatamento com quem, resolvi criar este espaço e deixar que pessoas acessem e leiam quando quiserem.
Pretendo também escrever e trocar idéias sobre a arte do canto. Mais especificamente do canto que interpreta a música chamada erudita.

Malú Mestrinho
(em julho/2010)


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Programas e lembranças de concertos...

Na mudança, arrumando papéis, partituras... cheguei à uma caixa enorme cheia de programas de concerto. Meu Deus, quantos! Queria até contar, mas não deu, me perdi... Tinha que organizar, me desfazer de alguns. Que difícil jogar fora um programa, é como rasgar uma lembrança... Resolvi guardar pelo menos um de cada. Mas, não resisti a dar uma olhada.

Revi e revivi momentos bons. Lembrei de coisas incríveis que aconteceram, coisas maravilhosas que cantei com pianistas, cantores e maestros queridos.

Lá está minha estreia cantando a Missa da Coroação de Mozart, com o Coro Sinfônico Comunitário da UnB. Regência de David Junker, ao lado de Zuinglio Faustini, Amélia Niemeyer e Alexandre Inneco. Lembro que fiquei gripada e rouca na 3ª récita, mas não tinha quem me substituísse e o Alexandre cantou comigo a única parte que o contralto canta sozinho: "be-e-ne-di-ic-tu-us", que começa no sol grave e eu não tinha som nesta região de tão rouca!

Eu regendo o Coro Infantil da AABB, nos anos 80. Meus filhos ainda eram pequenos... A ópera Maria Tudor de C. Gomes, com a OSESP, em 1996, regência de Roberto Duarte. A Companhia de Ópera do Rio de Janeiro nos anos 90. Faziamos concertos de ópera nos lugares mais inusitados... Ariana a Naxos de J. Haydn, com Roberto Rufino, na EMB. Le Roi David de A. Honneger, com um maestro suíço (não lembro o nome) maravilhoso. O Actus Tragicus de Bach. O que me faz lembrar que uma vez o fizemos no concerto das 19h do CIVEBRA, com uma camerata antiga (cravo, gambas, flautas barrocas, em 415). E depois eu e André Vidal (dois loucos) descemos para cantar, às 21h, num concerto de musicais (!!!).

O Projeto Antologia da Canção Brasileira na EMB: 3 anos de recitais, todo o mês. E a gente correndo para aprender as canções dos compositores de cada mês. As "Enxárcias partidas" e "Alumbramentos" do Carlos Galvão. As sopranos do quarteto mudavam, mas contralto, tenor e baixo, éramos sempre eu, André Vidal e Beto Almeida. Tantas canções dele (C. Galvão) e de outros compositores que estreei. Algumas escritas pra mim. Privilégio.

Os recitais com o grupo da querida Neusa França. Os recitais do DUO ANIMA, com Rodrigo Carvalho, os da Banda Antiga da EMB, perSonare.

E tantos teatros e lugares diferentes! Em novembro de 2005 cantei em mais de 10 concertos, entre São Paulo, Brasília e Goiânia.
E há programas em que não cantei, mas preparei e orientei alunos. Quantos alunos! Formaturas no Rio, em Brasília.

Enfim, cheguei nos programas de Campo Grande: Maria Bonita, os projetos com Marcelo Fernandes. 

Há programas lindos, esteticamente bem feitos, obras de arte, dá pena jogar fora. Outros muito simples, cópias "xerox" em papel ofício, mas a música que eles contam foi feita com qualidade e cuidado.

E lá vamos nós para outros lugares, outros teatros e outros concertos, se Deus quiser. Meu marido diz brincando "não chama ela pra cantar não, que ela aceita". Que venham outros programas. Arrumarei outras caixas... Cantemos!


Um comentário:

  1. Malu....como diz o ditado "Quem canta seus males espanta" Me emocionei lendo o seu texto....lindo. As mudanças são difíceis, eu sei! Mas é como um novo dia, nova conquistas e novos aprendizados...no seu caso...nova musica, muitos cantos e encantos com certeza!Deus te abençoe nesta nova melodia, que tenho certeza será harmoniosa. Beijos, Lis

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